terça-feira, 10 de março de 2009

Casas de striptease têm público de 500 pessoas

Em Goiânia, por semana, mais de 500 pessoas freqüentam casas de espetáculo erótico que oferecem como atração principal show de striptease. De segunda-feira a segunda-feira mulheres acima dos 18 anos, de todas as raças e perfis, usam o corpo como instrumento de trabalho. Em algumas boates, diariamente há mais de 30 dançarinas. São apresentados em média dois stipteases por hora, com duração de dez minutos cada.

De acordo com os proprietários dessas casas, dia e noite, em diversos ambientes e ao som de estilos musicais variados, cada pessoa gasta no mínimo R$ 50,00 para visitar o local. As garotas dançam e ficam nuas durante o show. Elas circulam pelas dependências da casa vestindo trajes diferentes e, a qualquer momento, trocam carícias e beijos explícitos.
As dançarinas regionais recebem R$ 50,00 por show, já o cachê das stripers mais famosas gira em torno de R$ 500,00. São mulheres casadas, solteiras, com ou sem filhos, de escolaridade mínima ou superior, de beleza natural ou artificial. Elas recebem alimentação transporte, hospedagem e remédios básico. A dançarina goiana Aline, 22 anos, declara: “Para quem sabe trabalhar o salário é suficiente”. Também afirma que os programas são realizados fora do estabelecimento, e que a família desconhece sua verdadeira profissão.

Os clientes, na maioria, pertencem à classe média alta. São homens entre 20 e 50 anos, casados, universitários, empresários, artistas, militares e políticos “que depois falam mal da prostituição”, revela a garota de programa Adriana, de 22 anos. Alguns presenteiam as prostitutas, enquanto outros oferecem dinheiro extra para elas consumirem drogas. Em relação à escolha por stripers a gerente de uma das boates cita que “eles preferem as loiras”.

A dançarina Aline comenta “a gente é quase psicóloga”, pois há clientes que desejam apenas falar sobre o dia estressante que tiveram. Porém, acontece também o inverso: elas desabafam. O empresário Luiz Alves, de 41 anos, freqüenta casas noturnas para se distrair e conversar com as garotas. Ele explica: “Com elas tem liberdade” para dialogar, e que “muitas nos ouvem, outras choram e desabafam”.


Brunna Santos

Observação: matéria produzida em 2008, sob a orientação da professora Eliane Covem, disciplina de Introdução às Técnicas de Produção Joranlística.

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