terça-feira, 10 de março de 2009

Desonestidade Humana




Friedrich Nietzsche, importante filósofo do século XIX, escreveu o que está transcrito abaixo sobre mídia, imprensa e manipulação. Impressiona (e assusta) o quanto seus escritos são aplicáveis à sociedade contemporânea. Deve ser porque não houveram mudanças consideráveis. E isso não me surpreende, pois é algo que tornou-se tipicamente humano. Apenas leia, reflita e aprenda.

447. Utilização da pequena desonestidade. – O poder da imprensa consiste em que todo indivíduo que para ela trabalha sente-se muito pouco comprometido e vinculado. Em geral ele diz sua opinião, mas ocasionalmente não a diz, para ser útil ao seu partido, à política de seu país ou a si mesmo. Esses pequenos delitos da desonestidade, ou apenas da reticência desonesta, não são difíceis de suportar para o indivíduo, mas as suas consequências são extraordinárias, porque tais pequenos delitos são cometidos por muitos ao mesmo tempo. Cada um deles diz para si: “Com serviços tão diminutos vivo melhor, posso ganhar a vida; se recuso essas pequenas considerações, eu me torno impossível”. Como moralmente parece não importar escrever ou deixar de escrever uma linha a mais – talvez sem assinar, além disso -, alguém que possua dinheiro e influência pode transformar qualquer opinião em opinião pública. Quem sabe que a maioria das pessoas é fraca nas pequenas coisas, e deseja alcançar seus objetivos através delas, é sempre um indivíduo perigoso.

Crédito: postado no blog do acadêmico Adriano Frausino. Endereço virtual: http://adfrausino.blogspot.com/2009/02/desonestidade-humana.html

Um comentário:

Anônimo disse...

Email pauloluiz41@hotmail.com

Reflexões sobre o comportamento humano.

Nós seres humanos temos vários defeitos, os quais são, foram e sempre serão incorrigíveis, salvo as raras e honrosas exceções.
A nossa desonestidade é tão intensa que é preciso ter leis para reprimi-las, e fiscalização intensa para que as mesmas sejam cumpridas. Se fossemos todos honestos não precisaríamos ter leis nem regras para a convivência humana, bastaria todos seguirem o preceito (amar o seu próximo como a ti mesmo) assim tudo estaria resolvido, mas na prática isso não acontece, pois a quase dois mil anos esta frase foi ensinada por Jesus Cristo, mas até hoje não conseguiram aprender nem colocá-la em prática mesmo freqüentando os templos religiosos semanalmente e alguns mais fanáticos até diariamente.
É fácil fiscalizar nossa conduta? Não, é extremamente impossível porque somos essencialmente desonestos. Usando como parâmetro, observe uma partida de futebol, a mesma tem regras próprias chamadas de regulamento a qual da direitos iguais para cada time, como são aplicadas estas regras, para isso usamos um juiz dois bandeirinhas para fiscalizarem vinte e dois jogadores e ainda um estádio lotado e mais milhares de telespectadores para fiscalizarem as ações do juiz e bandeirinhas, mesmo assim com todo este aparato ainda acontece algumas falhas nas regras do futebol.
Já pensaram na dificuldade de fiscalizar o cumprimento das leis em um pais com quase duzentos milhões de habitantes, fiscalização esta feita por fiscais que não tem ninguém a fiscalizá-los, acham vocês que é possível fazer com que cumpram as leis ao pé da letra? Outro fato agravante na humanidade são as leis morais, estas não dependem de fiscalização somente externas depende mais da fiscalização da nossa própria consciência, ai entra a dificuldade mais premente que é lutar contra o egoísmo, individualismo, arrogância, maledicência e muitos outros defeitos inerentes a todos nós seres humanos. Finalizando, todos nós sabemos que a humanidade caminha a passos largos por uma trilha perigosa e irreversível, a qual não temos nenhuma noção de onde irá parar. Se continuarmos seguindo este caminho que é orientado pelo individualismo e um consumismo desenfreado o mesmo fatalmente está, sempre esteve e sempre estará nos levando a uma falsa felicidade.
Paulo Luiz Mendonça.